Uma semana depois de receber o prêmio do SEBRAE como
prefeito empreendedor, por apresentar ações de fomento à economia local com
foco nas micro e pequenas empresas, o o prefeito Paulo Martins (PT) é acusado
de dar um verdadeiro calote em uma pequena empresa da cidade. O rombo ultrapassa
os 33 mil reais.
Notas fiscais em poder mostram compras feitas para a
ornamentação de natal, em dezembro de 2013, cartuchos, papel e outros
materiais, para as secretarias de Cultura e Administração, totalizando R$
33.163,00.
O mais grave é que, segundo a empresária Maria Helena dos
Reis, proprietária da papelaria, o petista não reconhece a dívida e tentou
negociar pagando apenas 8 mil reais e ela não recebeu. Os materiais foram pegos
pelos secretários de Cultura, Ulisses Raulino Castelo Branco e pelo secretário
de Administração, Otalício Leite Gomes. Ainda segundo a empresária, em uma
espécie de acareação, os secretários também não reconheceram a dívida.
Outra argumentação do prefeito para não pagar a conta é que
não teria ocorrido licitação, mas a empresária também forneceu contratos
emergenciais feitos entre a prefeitura e a empresa, para a venda de materiais
de papelaria para as secretarias de cultura, esporte, administração e educação.
“Quer dizer que poderia comprar baseado em contrato e para pagar só se for por
licitação? Então eles agiram de má fé, pois sabiam que estavam comprando sem
licitação. Isso é que é prefeito que ajuda as empresas locais?”, desabafa a
empresária Maria Helena dos Reis.
PREFEITURA COMPRAVA ATÉ RECARGAS PARA CELULARES PARTICULARES
Documentos mostram bilhetes de um funcionário da prefeitura,
por nome Assis Sousa, que é assessor de apoio do secretário de Administração,
Otalício Leite Gomes, pedindo recargas para telefones celulares. São vários
bilhetes com as autorizações.
O mais grave é que na lista de telefones enviados para recargas,
não batem com os números que estão no próprio site da prefeitura, como sendo
dos secretários, o que leva a crer que sejam recargas para telefone de
terceiros.
Os gastos com as recargas não estão incluídos na dívida de
R$ 33.163,00 que a empresária Maria Helena dos Reis, da Papelaria Aquarela
busca receber, e também não são reconhecidas nem pelo prefeito, nem pelo
secretário.
Texto:Weslley Paz

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