quinta-feira, 22 de maio de 2014

ESCÂNDALO: Prefeito Paulo Martins é acusado de dar calote em empresa de Campo Maior

Uma semana depois de receber o prêmio do SEBRAE como prefeito empreendedor, por apresentar ações de fomento à economia local com foco nas micro e pequenas empresas, o o prefeito Paulo Martins (PT) é acusado de dar um verdadeiro calote em uma pequena empresa da cidade. O rombo ultrapassa os 33 mil reais.
Notas fiscais em poder mostram compras feitas para a ornamentação de natal, em dezembro de 2013, cartuchos, papel e outros materiais, para as secretarias de Cultura e Administração, totalizando R$ 33.163,00.
O mais grave é que, segundo a empresária Maria Helena dos Reis, proprietária da papelaria, o petista não reconhece a dívida e tentou negociar pagando apenas 8 mil reais e ela não recebeu. Os materiais foram pegos pelos secretários de Cultura, Ulisses Raulino Castelo Branco e pelo secretário de Administração, Otalício Leite Gomes. Ainda segundo a empresária, em uma espécie de acareação, os secretários também não reconheceram a dívida. 
Outra argumentação do prefeito para não pagar a conta é que não teria ocorrido licitação, mas a empresária também forneceu contratos emergenciais feitos entre a prefeitura e a empresa, para a venda de materiais de papelaria para as secretarias de cultura, esporte, administração e educação. “Quer dizer que poderia comprar baseado em contrato e para pagar só se for por licitação? Então eles agiram de má fé, pois sabiam que estavam comprando sem licitação. Isso é que é prefeito que ajuda as empresas locais?”, desabafa a empresária Maria Helena dos Reis.
PREFEITURA COMPRAVA ATÉ RECARGAS PARA CELULARES PARTICULARES
Documentos mostram bilhetes de um funcionário da prefeitura, por nome Assis Sousa, que é assessor de apoio do secretário de Administração, Otalício Leite Gomes, pedindo recargas para telefones celulares. São vários bilhetes com as autorizações.
O mais grave é que na lista de telefones enviados para recargas, não batem com os números que estão no próprio site da prefeitura, como sendo dos secretários, o que leva a crer que sejam recargas para telefone de terceiros.
Os gastos com as recargas não estão incluídos na dívida de R$ 33.163,00 que a empresária Maria Helena dos Reis, da Papelaria Aquarela busca receber, e também não são reconhecidas nem pelo prefeito, nem pelo secretário.

Texto:Weslley Paz

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