1) Não é questão simples como aparenta ser;
2) Requer ações coordenadas que passam pela escola e pelo sistema de saúde pública;
3) As pessoas se drogam desde que o mundo é mundo;
4) As pessoas se drogam porque sentem prazer em se drogar;
5) Não é fácil convencê-las de que se drogando estão se auto-destruindo;
6) A sociedade vai perder essa batalha porque a droga termina sendo uma “necessidade” social;
7) Separar drogas entre legais ou ilegais, letais ou não letais, que criam dependência ou não, é por onde começam os equívocos sobre drogas;
8) O pior jeito de se tratar a questão das drogas é as demonizando ou demonizando os drogados;
9) Ações preventivas que não passam pela conscientização de toda a sociedade, ou seja escola, saúde pública, segurança, cultura e lazer, como ferramentas dessas ações, são como risco n’água;
10) Minha experiência de vida com relação a drogas e drogados me diz uma coisa aparentemente simples, mas na qual eu acredito cegamente: só tem um jeito de se “combater” as drogas: o conhecimento, ou seja ensinar as pessoas sobre elas e o mundo, principalmente através da arte; detalhe: não acredito que se deva deixar de usar drogas para “se livrar” delas...
Agora já dá pra começar a conversar sobre drogas...

Provoquei? Claro, mas não tenho muitas ilusões de que aparecerão os interlocutores para esquentar a discussão...Quando muito vão dizer ou pensar que eu "defendo" o uso de drogas ou coisa do tipo... O problema é que as pessoas quando começam a discutir sobre drogas se acham na obrigação de "resolver" o problema... Se baixassem a bola um pouquinho talvez conseguissem mais, mas como a tônica dessas políticas públicas são retóricas sem ações efetivas que as consubistanciem, fica tudo ou quase tudo no ora vejas... Estou menosprezando ou desqualificando a competência das "autoridades" que comporão a Câmara de Combate criada pela lei? Quem sou eu? Mas que eu vou cobrar o que chamo de "ações efetivas" dessas pessoas, não tenham a menor dúvidas...
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