Lideranças da base dizem que PMDB precisa resolver
de uma vez por todas o imbróglio formado dentro da sigla.
As recentes
declarações feitas pelo governador Moraes Souza Filho (PMDB), por meio das
quais tem manifestado interesse em lançar sua pré-candidatura ao Governo do Estado,
estão provocando uma verdadeira turbulência na base governista.
Nesta quinta-feira,
em busca de uma solução para o impasse, líderes proeminentes de vários partidos
aliados ao governo Zé Filho participaram de uma reunião no escritório do
ex-governador Wilson Martins (PSB), no bairro Jóquei Clube.
Além do deputado
federal Marcelo Castro (PMDB), do ex-prefeito Silvio Mendes e de Wilson,
compareceram ao encontro: o prefeito Firmino Filho (PSDB), o deputado federal
Osmar Júnior (PCdoB), os deputados estaduais Flávio Nogueira Júnior (PDT),
Robert Rios (PDT), Marden Menezes (PSDB) e Luciano Nunes (PSDB), o
vereador Rodrigo Martins, o ex-senador Heráclito Fortes (DEM), dentre
outros líderes de legendas governistas.
Ao final da reunião
de emergência, todos evitaram dar declarações reveladoras sobre as discussões
feitas a portas fechadas. O deputado Marcelo Castro limitou-se a afirmar
que "não há nenhuma decisão tomada por enquanto", mas deixo
transparecer um pouco de ressentimento com Zé Filho.
"Como é um
assunto muito delicado, ainda haverá várias reuniões, e só vou falar quando for
em definitivo. Essas coisas acontecem, mas estou bem. Vocês sabem o que está
acontecendo, essa crise... Mas estou tranquilo, em paz com minha
consciência", desabafou o peemedebista.
O ex-prefeito
Silvio Mendes, pré-candidato a vice-governador pela base, foi mais incisivo em
suas declarações. Ele disse que situações como esta que ocorre atualmente
dentro do PMDB só "aumentam o descrédito da população na classe
política".
"Eu dei minha
palavra ao Marcelo Castro. Meu partido fez um compromisso. Ele foi convidado
pelo seu partido e aceitou. Fez sua parte. O PMDB, que o convidou e o
convenceu, agora é o mesmo partido que desconvidou. Diante dos fatos,
não é uma questão política, mas pessoal. Espero a posição do Marcelo.
Primeiro, a gente aguarda a decisão, e aí vamos tomar uma
atitude", declarou Silvio.
O prefeito Firmino
Filho voltou a afirmar que, caso Marcelo tenha sua pré-candidatura anulada, uma
nova discussão entre os partidos da base será necessária para decidir quem irá
substituí-lo. "Foi feito um acordo e nós entendemos que deve ser cumprido.
O governador manifestou a intenção de ser candidato. Temos que estar juntos e
debater as alternativas. O compromisso inicial tem que ser cumprido. Se
mudar, zera tudo. Queremos uma solução que mantenha a unidade do grupo que
está formado", disse Firmino.
Para
o deputado Robert Rios, cabe ao PMDB resolver de uma vez por todas o
impasse instalado na base governista após as recentes declarações do
governador Zé Filho. "Só tem uma coisa concluída: é que todos os
proporcionais ficarão juntos. Agora, o PMDB vai ter que dizer quem é o
candidato. Se for o Marcelo, já foi avaliado. Se for outro nome, nós vamos
avaliar", observa Robert Rios.
O presidente do
PSDB no Piauí, deputado Marden Menezes, afirma que o deputado Marcelo Castro
tem o direito de pensar com calma acerca de seu destino político, uma vez que
não foi ele quem impôs seu nome como pré-candidato, mas foi convidado para o
posto, e, portanto, possui a prerrogativa de opinar sobre a pretensão do
governador Zé Filho. "A partir do momento que ele [Marcelo Castro]
tomar sua decisão, o PSDB também vai tomar a sua. O PSDB vai se reservar o direito
de se reunir e tomar seu posicionamento. Se houve algum transtorno, não partiu
do PSDB. O Marcelo Castro estava na sua casa, cuidando da sua candidatura de
deputado, quando foi chamado pelo PMDB para ser candidato. Ele precisa de um
tempo para avaliar tudo isso. Qualquer ser humano precisaria ouvir sua família,
seus amigos, enfim, o PSDB vai esperar primeiro a posição do deputado Marcelo
Castro para se manifestar, até por uma questão de lealdade e palavra",
afirma Marden.
Foto e texto do
portal O DIA, de Teresina

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