| poste quebrado ameaçando cair em cima das casas na rua amapá |
| pé do poste quebrado |
| poste no meio da rua |
| o grande defensor do bairro cariri em sua moto, Boêmio, ouvindo os moradores e denunciando as irregularidades |
| moradora da praça pará, reclamando do abandono da praça |
| praça sem lâmpadas |
| brinquedos dos parquinhos quebrados |
Pra não deixar este post sem comentários, ou melhor, pra abrir os comentários (sei que outros virão), pergunto ao ZAN:
ResponderExcluir- a primeira foto, do poste quebrado, rua Amapá, tem certeza de que seja mesmo uma rua?
- não estou sabendo onde fica a praça Pará, será a que servia de campinho das famosas peladas?
- o prolongamento da rua Pe. Manoel Félix, começando da rua Pe. Fábio (antiga rua do Sol), em direção à "Baixinha", o caminho para o campo acima citado e para a casa da Inês, se encontra como era ou há construções novas, pavimentação, enfim, melhorou?
Cada vez que eu ando pelo Cariri e tenho andado muito, tenho até planos de me mudar pra lá,eu fico confuso porque aquilo ali virou um labirinto de vielas em que eu não consigo vislumbrar vestígios de onde era aquele campinho onde a gente batia uma bolinha nos finais de tarde de nossa doce e inocente infância, parece que a praça pará é por ali; de minha experiência recente eu digo sem medo de errar que pela vez primeira vez que eu consegui arrastar uma moça incauta pra me entreter em saliências (rs rs rs...) num motel chamado romanticamente de karicias, foi exatamente no final daquele pedaço da rua pe. manoel félix que ia dar no campinho de nossas corridas atrás de uma pelota, que ficava exatamente ao lado da casa de uma cidadã que foi empregada da minha mãe, a inês, de quem eu volta e meio encontro um filho ou neto por aqui...pretendo um dia remapear essas lembranças porque se eu te disser que enquanto escrevo essas mau traçadas escuto a lira de santo antonio puxando aqueles dobrados que tu e eu escutávamos embevecidos vendo a banda passar, tou falando com meu amigo primo irmão, zé miranda, só pra te matar de saudade e se segurar mais uma vez pra não vir pros próximos festejos...
ResponderExcluirUma imagem vale mais do que mil palavras. As 13 (?) palavras do post poderiam ser bem menos, que ainda assim seriam suficientes para darem uma exata dimensão dos problemas que afligem os moradores do bairro Cariri. O Cariri a exemplo de outros bairros bem conhecidos, como o Califórnia a Vila Papi, e alguns deles localizados na área urbana da cidade, como é o caso do Cariri, por analogia podemos dizer que representam a senzala para a casa-grande, cujos moradores, os dirigentes políticos, oriundos das tradicionais famílias, a elite, sempre habitaram a área nobre da cidade.E uma migalha aquí, outra acolá para os moradores da senzala era garantia da manutenção do conforto e do poder político aos moradores da casa-grande. Votos e mais votos nas urnas. A casa-grande disputava o poder e a senzala decidia. Aquele que melhor enganava, levava a melhor. Alto lá, que isto está mudando! E precisa mudar mesmo. Abaixo a casa-grande. Quem sabe o sr. Boêmio possa ser o agente a melhor organizar o povo do Cariri? Organizando-o com o sentimento de uma verdadeira comunidade, para reivindicar aquilo que lhe foi negado ao longo do tempo, pela outrora casa-grande.
ResponderExcluirO comentário acima dá margem a que se entenda uma coisa muito clara, pra mim, pelo menos: a nossa elite ainda vai demorar muito a entender que os excluídos, os da senzala, vão ficar lá ainda por muito, muito tempo, por que da forma como a sociedade brasileira é organizada, mudam as pessoas mas a essencia da coisa não muda mesmo... Não tenho nenhuma dúvida de que mudam as elites, aqui em Campo Maior sou testemunha da ascenção de um grupo de pessoas que vieram a sua maioria de lá das camadas mais baixas de população, gente do cariri mesmo, do interior, filhos de vaqueiros, pequenos comerciantes, gente quase sem eira nem beira...essas pessoas aprenderam com as elites bem nascidas o jeito certo de ascender deixando à margem as pessoas que vivem nas periferias das migalhas como bolsa família, bolsa ócio, bolsa preguiça, bolsa seja o que for, porque isso é só uma forma mais ou menos sutil de mudar sem mudar nada...o pt e sua política de alianças orquestrada por lula pra granhar as eleições pra presidente da república que tem ganhado, são tudo o de que a nossa elite, os da casa grande, queriam pra continuar mandando e se locupletando do que sempre se locupletou pra continuar no controle de tudo...a ilusão de que um partido com histórico de ter em seu discurso de criação mais reformista que revolucionário e em seus quadro pessoas que se bateram em luta armada contra a ditadura militar, a cada dia se desfaz porque não passa de cortina de fumaça para encobrir que na verdade o grupo de pessoas que está supostamente a frente desse processo não quer na verdade outra coisa senão ascender socialmente, enriquecer, trocar de carro todo ano, construir belas "choupanhinhas" até nas próprias periferias de onde vieram, ironicamente, dar a impressão de que são sérios e comprometidos com a coisa pública, probos e honestos, etc., etc., quando na verdade pra mim a coisa fica muito clara quando assisto às sessões da câmara municipal e vejo as pessoas que a vida toda serviram da forma mais servil aos hoje opositores locais, dando todo o suporte pra que o sr. prefeito continue asfaltando as ruas, construindo estradas na zona rural, trocando os canos da tubulação com mais de cinquenta anos, são a prova maior de que as mudanças que aconteceram aconteceram em função da necessidade de se "chegar lá" dando a impressão de que não foi só isso que aconteceu...Nos meus 66 anos de vida e de vivência de política, passando por ditadura vividas ou conhecidas por leituras, me dou conta de que vou morrer e não me livro desse tipo de ditadura...a essa esquerda aí eu hoje não tenho medo de dizer: não contem mais comigo pra chegarem onde querem chegar, eu não tenho nada a ver com isso, MESMO... Não preciso dizer que não me bandearei pra direita nem que seja só pra sobreviver fisicamente, porque pra mim,a luta continua, sempre...como eu não sei... Boêmio é só um detalhe nesse quadro aí, uma liderança comunitária que chama o prefeito de tratante, os vereadores e lacaios do prefeito de estarem comprometidos com ele não com a população, no seu jeito meio tosco de ser e se comportar, me dá um sopro de ilusãod e que é por aí que eu posso me inserir no que eu considero que seja a minha obrigação como cidadão que já tá meio cansado de acreditar que vale a pena lutar pelo coletivo, mas não desiste disso...
ResponderExcluirEssa conversa de elite, na verdade, não condiz em nada com a realidade. Essa questão se relaciona com transitoriedade. Elite tem a ver com época, com tempo; pertencer a ela se condiciona à elevação de nível inerente aos fatores econômico, político, social. Não existe explicação nenhuma que me convença de que estar na elite se perenize, nem que os coitadinhos do que aqui nomeiam "moradores de senzala" permaneçam em tal lugar. O que faz a elite e a senzala não é a origem, o berço, mas a mudança de vida. Pode acontecer, sim, que parte das elites se mantenham nela, mas, sem dúvida, não mais está sozinha, passou a ter companhia. Enumerem-se, por exemplo, famílias consideradas da tradicional elite de Campo Maior, do Estado, do País que atualmente estão desaparecidas. Por outro lado, pés-de-chinelo, puxadores da cachorrinha no passado estão agora, como se diz no popular, "por cima da carne seca". A história do mundo, do Brasil, do Piauí conta que camponeses, operários, pequenos empregados passaram a ocupar mansões, palácios e palacetes anteriormente ocupados pela atual ex-elite. Derrubaram-se reinos, impérios, ditaduras para colocar outros reinos, impérios, ditaduras no seu lugar, desde - digamos - a célebre Revolução Francesa. Partidos políticos que outrora eram das elites não mais o são, porque perderam o posto para as facções que são dos antigos oprimidos. É a inversão dos valores, das posições, ao bel-prazer da roda da vida.Vamos pesquisar.
ResponderExcluirO certo é que as matinhas de crioli, guabiraba e maçã-do-mato (mas em C. Maior se chama, aliás, se chamava, pois é fruta do passado, suponho, maçã-de(o)-rio) estão ocupadas por essas entrelaçadas vielas! Até já me acho perdido nelas. Procurando a casa da Inês (atualmente, residindo no bairro Matadouro, salvo engano, em Teresina), do campinho, daquele campo maior, mais afastado. Pelo visto, também a rua Pe. Manoel (descida para a Baixa) prospera, tem, inclusive, motel...! A tal "moça" é só quanto à idade, não é? (sabemos que, no vocabulário de C. Maior, "moça" também é sinônimo de "virgem").
ResponderExcluirA Lira de Santo Antônio já começou a puxar os dobrados, antecipando-se aos festejos? Agora me vem a lembrança de um comentário feito por aquele grupo de emedebistas de Teresina que esteve criando o diretório de C. Maior (Carlos Lobo e outros) contigo. Disseram: "Os festejos do santo aqui são puxados por dobrados e canções militares!?" Estávamos em pleno regime militar. Não gostei, e pensei: "Não vamos misturar, confundi as coisas; dobrado não é música apenas do povo fardado, mas também é do povo sem farda." Eu, particularmente, sem medo de dizer tolice, aprecio demais os dobrados, os quais, na festa do nosso padroeiro, antes do regime, já eram executados, cumprindo-se uma tradição. A banda vinha tocando, da igreja, percorrendo a Av. Vicente Pacheco, até o salão da casa do Seu Fenelon, na esquina, vista e ouvida pelos vizinhos, nas suas calçadas. O desencanto me minha quando o Raimundo Vidão dava uma batida, final, com toda a força do braço, no sofrido bombo.
Rapaz, fiz confusão, me "confundi", e o meu "desencanto me minha" atropelou o entendimento do atento que me lê, ali no fim do palavreado anterior. Assim, intencionei dizer: "confundir" e "o desencanto me vinha". Certo.
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