sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Tudo não passa de uma grande brincadeira ou aventura, Zé Miranda, relaxem e não sofram, porque não há necessidade disso...



Meu amigo primo irmão José Miranda Filho é pra mim a lembrança mais forte do que eu vivi  na minha infância/adolescência por aqui nos anos 50/60. Numa matéria em que ele fez um comentário sobre um comentário que eu fiz me dizendo fanfarrônicamente que era um “homem sem medo”, ele fez referência aos personagens de uma novela radiofônica que passava na Rádio Pioneira, no começo dos anos 60, que se chamava exatamente “Três homens sem medo”, novela política que através da ficção, fazia ou tentava fazer a cabeça dos ouvintes contra o perigo do “comunismo vermelho” que era a experiência revolucionária cubana, com personagens como Gabriel Hasco, inspirado em Fidel Castro, Galchion Nevara, em  Ernesto Che Guevara e tinha três “heróis”, que eram três irmãos que comandavam a “resistência” ao comunismo materialista que ameaçava a América Latina... A gente era tão inocente politicamente que acreditava naquilo...Quando isso aqui virou a ditadura que virou em 1964, nem de longe passava pela cabeça da gente que o anti-comunismo da ficção radiofônica estava por trás do golpe que levaria o país a uma ditadura que durou mais de 20 anos e representou um retrocesso brutal na economia, nas lutas sociais, na política, na cultura e nas artes... O país ainda não superou alguns impasses que se vive num lugar como Campo Maior em pleno alvorecer do século 21, nos dias de hoje... Forças do atraso, da corrupção, da exploração, da indiferença pela miséria e ignorância do povo, de tudo o que estava por trás do golpe de 1964 e mergulhou o país nas trevas de 20 anos de repressão que significou para alguns a morte, o exílio, a tortura e a perseguição, teimam em “estrebuchar” em espasmos  de ressobrevivência, depois de uma breve “primavera” onde os valores que inspiraram quem viveu a experiência, eram tudo o que de repente, por obra de um Peluso da vida, caíram por terra e deixaram todos na perplexidade e no estupor de quem se viu de uma hora para outra sem emprego, sem renda ou sem rumo... Ontem pela manhã estive na casa de amigos em que os adultos jovens se viram nessa situação e me dei conta de a minha situação não tinha a dramaticidade que invadiu algumas famílias campomaiorenses... E aí, o que fazer? Primeiro, o que aconteceu com a gente foi só um susto, como se isso quisesse dizer pra gente que é preciso ter cuidado com o poder, que não se pode se apegar a cargos disso ou daquilo como se isso fosse o significado maior de nossas vidas... Estamos às vésperas de uma eleição em que há enormes possibilidades de reversão da situação atual pela via do voto popular... Todo mundo envolvido na aventura política em que nos embrenhamos tem essa sensação... Só precisa é ter cuidado porque, como nas aventuras cinematográficas que eu vivi nas telas dos cinemas da minha infância campomaiorense, tem que abrir bem os olhos porque a “turma” que voltou ao poder agora não brinca de assistir filmes de bandidos e mocinhos...É ir pra rua com suas bandeiras e entusiasmo porque a “brincadeira/aventura” mau começou... Hay que sobreviver ao susto sem perder a graça e leveza de quem tem certeza de que a gente chega lá, com luta e determinação...

Um comentário:

  1. Quem vive as custas de politica deve saber que isto é passageiro, o poder não e eterno.

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