quarta-feira, 15 de agosto de 2012

RESPOSTA:Paulo Martins disse que herdou município ‘quebrado’ de João Félix


O ex-prefeito de Campo Maior, Paulo Martins (PT), rebateu as acusações feitas pelo prefeito Joãozinho Félix (PPS), de que teria encontrado a Prefeitura “saqueada”. O petista negou as acusações e destacou que encontrou a Prefeitura do Município cheia de dívidas e com os salários dos servidores em atrasos. Além disso, o prefeito destituído afirmou que quitou dezenas de débitos e realizou transição administrativa como nunca havia sido feita em municípios piauienses.
Paulo Martins destacou que, desde o mandato de deputado, assumiu uma postura de combate à corrupção, ajudando a afastar quatro feitos e ainda derrubando um esquema de cartel nos postos de combustível do Piauí. “Não faria diferente na Prefeitura”, pontuou. Segundo ele, ao assumir o comando da Prefeitura de Campo Maior, havia apenas sete computadores em dez das secretarias municipais. “Quando saí da Prefeitura ficaram 130, fora os computadores que atendem a saúde, educação e assistência social”, pontuou.
O petista ressaltou que sua administração foi reconhecida pelo Sebrae, onde foi considerado prefeito empreendedor. “Foram 900 empresas formalizadas na nossa gestão”, contabiliza. O prefeito rebateu ainda as denúncias de que deixou a prefeitura saqueada e em dívidas. “Recebemos a Prefeitura com 14 inadimplências e entregamos sem nenhuma. O município estava com quatro meses de salários atrasados para os servidores da educação e 50% dos servidores recebiam menos de R$ 300 de salários. Isso sem falar nas pessoas que assinavam recibos em branco para depois receberem os salários”, denunciou.
A situação, segundo ele, foi regularizada e hoje os servidores municipais recebem pagamento em banco através de um cartão eletrônico. “Implantamos a tabela de pagamento e nossos servidores sabiam o dia que o dinheiro estaria em conta”, citou, acrescentando que deixou R$ 4 milhões em conta até o dia 9 de agosto. “Quando assumimos pegamos uma dívida de R$ 21 milhões em débito com o INSS e a Prefeitura devia R$ 16 milhões em precatórios”, denunciou.
Mostrando documentos, Paulo Martins destacou que ao assumir o município, haviam débitos de R$ 300 mil em empréstimos consignados e R$ 1,2 milhão na previdência própria do município. “Todas essas denúncias foram encaminhadas ao Ministério Público e à Polícia Federal. Fizemos esforços para fazer uma transição legal, pedimos que ele enviasse 13 pessoas para assumir as secretarias nesse processo transitório. Agora, o que queremos é que ele honre os compromissos com o município e com os servidores”, finalizou.
Texto e foto:PortalCampoMaior

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