quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

AS CRITICAS À ADMINISTRAÇÃO DO PREFEITO PAULO MARTINS... (1)

De tanto ouvir o pessoal fazer críticas e reparos à administração do prefeito Paulo Martins, eu resolvo ir à luta para tentar entender a razão e o por que disso. Começo por ouvir uma jovem liderança do seu partido, o Partido dos Trabalhadores. Não vem ao caso nominá-lo, porque o que me interessa é o que posso ouvir dele que gere algum tipo de discussão capaz de clarear um pouco a questão. Ele me diz o seguinte, basicamente: o prefeito está no caminho certo, já fez coisas que não aparecem muito, mas que estão dando uma nova feição à administração pública no município, isso tem-se verificado no âmbito das secretaria de Educação e Saúde, principalmente. Sem falar no que chama de reordenamento das finanças e da administração, que são coisas que aparecem ainda menos, mas que são fundamentais para ações em todas as outras áreas da gestão pública. Sobre as insatisfações dentro do próprio partido, ele diz que acha normal, mas reconhece que o partido não discute mais suas questões internas como antigamente, incorrendo no erro que aconteceu a nível estadual e culminou com a desastrosa sucessão de Wellington Dias, ou seja, o partido esqueceu a militância e deu no que deu. Eu lhe pergunto se a maioria do pessoal que ganhou cargos na administração, de repente, não fica mais preocupado em manter os cargos do que em discutir a forma do partido governar, ele me diz que isso pode acontecer, mas tudo tem um limite e tem gente que saber lidar com isso e tem gente que não sabe. Mas reconhece que no caso de Campo Maior o problema é anterior à eleição do Paulo Martins, ou seja, não houve, a seu ver, a discussão interna sobre sua candidatura, ocasião em que o partido se comprometeria de forma mais clara sobre como apoiá-lo e participar de sua futura administração. As alianças que Paulo fez para se eleger passaram ao largo dessas discussões e hoje pessoas do partido que trabalham subordinadas a pessoas que ganharam cargos de chefia em função dessas alianças, se sentem meio desconfortáveis nessa situação.   Pra finalizar esse começo de conversa que tive com ele, afirma que tanto Paulo como o partido podem se entender mais daqui pra frente e isso se refletirá na forma como vai ser feita a administração municipal neste ano em que tanto o prefeito como o partido serão avaliados pela população na eleição de outubro próximo. O assunto é interessante e voltaremos a ele, com certeza...

2 comentários:

  1. Pinuca,
    Conforme já comentei anteriormente, a reeleição do Paulo Martins, para mim, é tida como certa. Não vejo nos quadros oposicionistas candidatos capazes de, hoje, se confrontarem com ele num embate político eleitoral. E não adianta "anônimos" contestarem esta minha opinião, pois faltam-lhes experiências e conhecimentos sobre os bastidores da política campomaiorense. Desde quando meu saudoso pai, José Olimpio, se candidatou pela primeira vez, tenho acompanhado e participado de todos os pleitos eleitorais, fato este que, por si, serve como embasamento para as minhas observações. Estou certo ou estou errado?

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  2. O problema do prefeito Paulo Martins é se considerar aquilo que os norte-americanos chamam self-made man, ou seja, a pessoa que consegue subir na vida com esforço próprio, e que consegue o que tem sozinho trabalhando duro e sem cansar.Fez o próprio caminho sozinho, a própria vida sozinho.Bom isso tem lá seu lastro de verdade na sua caminhada como empresário.Realmente analisado sob este aspecto, é um self-made man.Agora querer conduzir e se achar que na política, a sua trajetória foi construída somente por seus méritos pessoais, e que não dependeu de ninguém, aí é um grande equívoco.Quando essa jovem liderança diz que não houve discussão interna da candidatura, e que as alianças que Paulo Martins fez, e não o partido como instancia, passaram ao largo das discussões partidárias e com a sua eleição colocou, o que é pior, pessoas do partido em situação constrangedora para trabalharem, como subordinados, com estes aliados que hoje ocupam postos importantes na administração pública,isto é muito preocupante.A sua trajetória e o êxito obtido de forma fenomenal e num breve espaço de tempo foi algo construído de forma coletiva. Em política não existe a figura do self-made man.Existe sim, a figura do um por todos e todos por um.E por esta e outras razões, não se pode ter a petulância de afirmar que, a reeleição de Paulo Martins são favas contadas.Até porque cada eleição é uma eleição, é claro, mas cada uma com suas peculiaridades próprias.A uma eleição não se aplica o método cartesiano, é algo que foge do controle, que pode inclusive mudar o curso da história o surgimento de um fator desconhecido, e por isso mesmo imprevisível.É claro que o jogo está só começando, ainda é tempo de mudar de tática e treinar jogadas ensaiadas, para no decorrer da partida surpreender o adversário.E vencer o jogo.

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