Entrevista na televisão com um ator global como Rodrigo Santoro me dá o mote da croniquinha com alguma coisa pra gente pensar. Participou dum filme chamado “Meu País”, no papel do protagonista. Brasileiro bem sucedido na Itália, vida arrumada, vem ao Brasil conhecer dois irmãos que aqui vivem. Um viciado em jogo, a outra doente mental num manicômio. Já viu o choque. O drama do filme é esse. Como lidar com os fracassado, os que deram errado, coisa que acontece com qualquer família da vida real. Rodrigo fala do drama e dos personagens. Seu personagem é obrigado a cair no drama real dos irmãos, com quem ele não tinha nada a ver. Deve ser um baita filme. A repórter, a umas tantas, diz que hoje vivemos cada um na sua ilhazinha, conectado com o mundo todo através de um computador, mas totalmente isolado, de fato, de quem devia estar muito próximo. Parecido com alguma situação real que se conhece? Pois é... As redes sociais da internet estão mobilizando as pessoas para saírem às ruas para protestar contra a corrupção (já vi o filme...). Uma hora as pessoas vão se lembrar que têm um irmão, uma irmã, um primo, um tio, e essa lembrança pode significar um gesto de solidariedade que não vai aparecer na televisão nem precisar que se ponha um nariz de palhaço ou pintar o rosto... Alguém se aventura?

Nenhum comentário:
Postar um comentário