domingo, 28 de agosto de 2011

Da necessidade de segurança...

VIOLÊNCIA CONTRA MULHER EM CAMPO MAIOR TAMBÉM É CRIME E DÁ CADEIA!!!
A biofarmacêutica cearense Maria da Penha Maia lutou durante 20 anos para ver seu agressor condenado. Ela virou símbolo contra a violência doméstica. Em 1983, o marido de Maria da Penha Maia, o professor universitário Marco Antonio Herredia, tentou matá-la duas vezes. Na primeira vez, deu um tiro e ela ficou paraplégica. Na segunda, tentou eletrocutá-la. Na ocasião, ela tinha 38 anos e três filhas, entre 6 e 2 anos de idade. 
POST DE UMA MORTE ANUNCIADA EM CAMPO MAIOR?!
Uma tragédia acontece e se anuncia sob  minhas barbas, companheiros. Assisto não de forma indiferente, pelo contrário, me envolvendo até o pescoço, em uma situação onde fica escancarada a situação de exposição total de pessoa que vêm sendo ameaçada de espancamento e sendo realmente espancada, sem que a polícia consiga fazer mais do que faz, porque a vitima é uma pessoa totalmente, ou quase, desprotegida, ela e sua família. A moça trabalha para mim como doméstica há mais de um ano e não foi muito feliz na escolha do último namorado, que a espanca e mantém submissa sob ameaça concretizada ontem, de espancamento e morte,  felizmente ainda não concretizada, ameaça estendida a minha pessoa, na sexta-feira, quando o cidadão conhecido como Márcio “Tela” me ameaçou aqui na frente da minha casa, querendo saber porque eu tinha dado dinheiro pra ela. O cidadão em apreço, é desempregado e mora no bairro Paulo VI e já foi intimado pela polícia por ter espancado a moça em outra oportunidade, tendo invadido a casa de sua mãe, no bairro São João e agredido seu padrasto, isso a pouco mais de um mês. A tragédia já acontecida é que a moça não pode sair de casa, além da já ter sido espancada ontem, quando tentou sair ontem, porque o cidadão vai atrás dela e lhe espanca, como espancou ontem, ocorrência que se somou a outra, a de ameaça, minha e dela, registradas em BO, na sexta e ontem. Desde anteontem  à  tarde tenho ficado por conta da confusão, acompanhando a moça na delegacia, em hospital para exame de corpo de delito, providenciado para que ela volte pra casa em segurança. A polícia vem sendo informada da movimentação do psicopata (tem todas as características...), que fica rondando os passos da moça próximos à residência da mãe dela, no Conjunto N. S. das Mercês, acantonado quase o dia todo numa Creche, que à noite, inexplicavelmente, é aberta a pessoas que lá vão jogar cartas e  que fica atrás da Igreja do bairro, mas não consegue ou quer fazer muita coisa... Apelo aqui por quem possa fazer alguma coisa: delegados, agentes policiais, juízes, promotores, defensores públicos, vereadores, advogados,  prefeito, enfim... Eu só conto comigo mesmo e minha quixotesca mania de estar me envolvendo de forma quase suicida nessas confusões que batem a minha porta...  Não deixemos que as pessoas sejam impedidas de ir e vir e trabalhar e viver pacatamente suas vidas porque o estado não provê uma obrigação básica que têm com a sociedade e os cidadãos, sejam eles quem forem, ou seja, de lhes darem segurança... Vou aproveitar o domingo livre para tentar mobilizar as mulheres da cidade que têm algum poder, primeira dama, vice-prefeita, secretárias, mulheres como a professora Ida, da Secretaria de Ação Social, a quem já relatei o drama da moça, que não podem deixá-la ser vitima do que vem sendo, sem que façam alguma coisa para demonstrarem que eu e ela não estejamos sozinhos nessa  peleja...O drama da moça é só um, num universo de quase uma ocorrência de agressão a mulheres por parte de seus parceiros, que são registradas nas delegacias locais, todo dia... Unamo-nos a essas mulheres, para que elas se sintam encorajadas a denunciarem esses crimes...

Fundação Perseu Abramo / SESC / Zan na Rede

4 comentários:

  1. De Assis da Tabuleta28 de agosto de 2011 às 06:51

    Danou-se seu Zan pois quando é gente estribada a polícia não se mete. E quando é pobre nestes bairos afastados a polícia e autoridades não tão nem aí. Vai acabar é sobrando pra ti. Fica veaco e sai dessa. Faz a tua parte na delegacia e deixa ver como é que fica quando sair no jornal e nos programas de polícia das rádios. Cada um vai inventar uma desculpa porque não puderam fazer nada e que foi por causa das droga porque é sempre assim e a violência vai continuar. O senho se mantendo vivo e não metendo muito vai coperar mais no combate violencia. Agora meter as caras é arriscado e o vagabundo dois dias depois tá por aí aprontando de novo..

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  2. O amor é lindro mais é se mantendo vivo como diz o de Assis. Faz um BO preventivo e se cuida porque senão este BO não servirá para nada. Entendeu?

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  3. Não é meu estilo ficar veaco e sair fora desse tipo de coisa, quem me conhece sabe disso... Estou mobilizando as pessoas na cidade, porque neste mês de setembro proximo vai acontecer aqui uma Conferência da Mulher e o momento é apropriado a que se discuta questões como essas da violência contra a mulher... Estou fazendo correr na cidade um Abaixo Assinado encaminhado ao Ministério Público, para que todas as autoridades a quem afeta a questão, sejam mobilizados para resolvê-la... Podia esstar tomando cerveja enquanto o futebol não começa mais tarde, mas não quero perder meus anos de vida que me restam vendo o mundo ficar pior e eu fazer de conta que não estou vendo... Do ponto de vista legal já tomei as providências possíveis para ter minha integridade física preservada, mas isso pra mim é totalmente irrelevante... O importante pra mim é que as pessoas que tenho procurado para mais essa "cruzada", estão querendo cerrar fileiras comigo... isso, realmente, é o que importa...

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  4. Pinuca,
    Isso acontece no nosso mundo cão. Tanto em Campo Maior como aqui em Fortaleza-CE e em qualquer parte desse nosso Brasil. As pessoas, geralmente envolvidas com drogas são as principais vítimas de tantas violências. Não digo das mulheres, mas dos indivíduos vadios, viciados em bebidas alcóolicas que se aproveitam das pobres para descarregar todas as suas frustrações com covardes agressões agressões físicas já que não teem coragem para enfrentar outro igual. Com a palavra as autoridades responsáveis pela segurança individual dos cidadãos.

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