quarta-feira, 1 de maio de 2013

Sobre o viver e sobre o trabalhar




No dia do trabalho, nem todos estamos trabalhando por um motivo ou por outro, mas isso não é real, em algum lugar tem alguém fazendo alguma coisa e isso é trabalho...
Acordei  aqui por volta de cinco da manhã com o barulho que fizeram pessoas que soltavam foguetes ali pela praça, essas pessoa estavam trabalhando...
Daqui a pouco saio pra comer alguma coisa por aí, um café, um pedaço de bolo numa padaria aqui por perto e lá estarão pessoas que estão trabalhando, são seis e pouco da manhã e elas já estão trabalhando desde um tempo...
Vem-me à lembrança uma frase que eu ouvi de uma pessoa que viveu um tempo em Campo Maior, um padre, um negro alto e de fala pausada, que eu sei que ainda está vivo e mora em Teresina, lá vivendo talvez a última etapa de sua vida dedicada ao seu ministério sacerdotal...Era uma pessoa que tinha peculiaridades pessoais que o distinguiam dos demais e eu a vida toda admirei esse tipo de gente... Lembro-me dele dizendo suas provocações sempre seguidas de um sorriso como quem dissesse “não me levem muito a sério...”  Ele dizia, sobre as promessas que as pessoas fazem se apegando com santo ou com o próprio Deus, que não acreditava nelas... imagine um padre dizer que não acredita em promessa...
Bom, mas a frase que a vida me fez lembrar desse cidadão nesta data foi essa:”nós precisamos de trabalhar para ganhar, mas esse ganho e esse trabalho não podem ser pra nós algo que nos humilhe, que não nos dê dignidade...é  importante trabalhar e ganhar, mas com dignidade...”
Eu não sei se ainda existe por aí alguém que considere  que isso seja importante para viver, mais do que o chamado sobreviver do nosso cotidiano tão cheio de compromissos, uns mais outros menos dignos de se chamar de compromisso...

3 comentários:

  1. Nesse dia o mundo deveria dar mais valor a você trabalhador. Você que muitas vezes trabalha sem comida, que trabalha toda uma vida, mas nesse dia do trabalhador continua sem valor. O mundo não conhece quem trabalha, a quem passa a vida fazendo tudo direito. Trabalhador sem casa, sem comida, desempregado, desnutrido. Vai comemorar o quê nesse dia?


    hlima/sp

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  2. José Miranda Filho1 de maio de 2013 às 11:37

    Primeiro, uma observação. Acho os horários dos "blogues" irreais. Postagens e comentários indicam horas que não são verdadeiras. O ZAN, um exemplo, postou esta matéria às 4h40. Não acredito nisto. Desde que me iniciei nos "blogues" que constato a inexatidão das horas visíveis neles, a partir dos meus modestos comentários.
    Não recordo ter ouvido do Pe. (promovido a monsenhor) Isaac essa opinião sobre milagre. Mesmo pela sua condição de homem de Deus, missionário seu. Sendo, assim, conhecedor das Escrituras, que estão repletas de passagens de milagres, tanto operados pelo próprio Jesus como por seus discípulos, apóstolos, e depois de muitos anos daquele tempo aos nossos dias, há constatações de milagres, segundo conclusões científicas. Escutei dos lábios do Pe. Isaac o conceito de que "não se deve fazer negócio com Deus". E explicou que aí se encontra a essência da promessa. O comprometimento da pessoa com Deus (ou com um santo) em realizar boa ação como "pagamento" pela obtenção da graça. Isso tem muito a ver com o trecho da famosa Oração de São Francisco que diz: "é dando que se recebe". Usual em notícias da mídia ao tratar da classe política. Quem não já leu e não ouviu? Ganha-se, primeiro, e se retribui ao Criador (ou ao santo) posteriormente, com base numa promessa. Ora, observa-se que a relação dar/receber está inversa. Tem que ser: antes dar (a pessoa, não Deus) para depois receber. É o procedimento correto do homem com Ele. E há mais: dar sem esperar. Confiar a sua recompensa à escolha de Deus, conforme a vontade Dele. Podendo confiar, sim, porque aqui a promessa (invertida) é de Jesus aos homens. Esperar, mas que não seja com a certeza de que a graça caia do céu enquanto se está na terra. Pois essa graça poderá ocorrer somente depois da passagem pela terra, mediante a conquista dum lugar onde se viverá a verdadeira felicidade - o Reino. Sabe-se de muito barulho, nos dias de hoje, consoante religiões, seitas diversas, de que a conversão espiritual consiste em troca do pecado por bens materiais: emprego, aumento salarial, casa nova, carro, retorno do marido ao lar, abandono do uso de drogas por pessoa da família, etc. Puro materialismo, somente transitoriedade deste mundo. É esquecido o melhor e eterno galardão (promessa de Cristo, repito) do mundo espiritual, no seu paraíso, que não se sabe onde fica, mas que existe, pela fé.
    Concluindo, na minha juventude fiz uma promessa, dirigida a Santo Antônio, que consistia em dar todo o meu primeiro salário à igreja, se obtivesse a graça do primeiro emprego, trabalho mesmo, pra valer, porque a Rádio Clube e o Jornal A Luta não me ofereceram emprego "de verdade", só passatempo. Não demorou muito, ganhei o solicitado e esperado emprego. Sem ter certeza de que decorreu da promessa ou de apenas (imensa) boa vontade de Deus e/ou do santo, mas consciente de que tudo o que temos é pela bondade divina. Porém, devo afirmar que, embora de posse desse bem alcançado, mas, por outro lado, conduzido pela palavra do Pe. (Mons.) Isaac, aquela foi minha primeira e última promessa. O que tenho tentado fazer (sempre em vão, porque sou um pobre ente humano) depois de receber uma graça, depois de passar por sustos incríveis, mas terminados bem, é falar a Deus que me esforçarei, a partir dali, para evitar, no mínimo diminuir, os pecados habituais, costumeiros, repetivos, e enfrentar valentemente aqueles considerados eventuais. Uma espécie de confissão de melhora de vida espiritual, embora sem oferecer "palavra de honra", a fim de que o fracasso, depois, não resulte em grave falta de palavra empenhada, uma vez que sou sabedor de que "homem de palavra" não pode desapontar ninguém, de modo especial Deus.

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  3. Eu não me referi a milgagres, Zémiranda, e sim a promessas...promessa, acho eu, nem de político...

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