terça-feira, 16 de abril de 2013

Ruas de minha infância...

Aos poucos eu crio coragem e revisito, revejo, reencontro pedaços de minha infância numa rua perdida por aí...domingo passado sai caminhando por aí, desci por uma rua que fica aqui atrás da rua em que moro, a Pergentino Lobão, rua que chega ali naquela rua que eu confundo o nome, que dá na ponte do surubim, saida pra Barras e Cabeceiras, encontro uma rapaziada tomando umas no boteco do meu amigo  Cesar Ôião, tiro umas fotos e desco até chegar aonde quis chegar, uma rua que pra mim é a rua do Sol ou da Lagoa, embora seu nome não seja mais esse, mas era assim como se chamava no tempo em que eu era menino, e andava por ali pra ir com meu pai visitar um amigo que morava ali na beira do rio surubim, que eu não lembro bem o nome (estive indagora com mestre Augusto Pereira que me disse que o nome desse cidadão é Manoel Sabino, que foi vizinho dele na Benjamim Cosntant), mas sei que era o pai do Loiola, um cara que trabalhou no BEP, no tempo em que o meu primo Icade também trabalhou...nessa rua morava uma família que era a do conhecido Machadim, pai do grande amigo do meu irmão Marco Aurélio, o Valter, conhecido como cabo Valter, que ainda está por aí e mora numa chácara aqui por perto e que volta e meia eu encontro por aí e sempre fala comigo e me pergunta por meu irmão, meu irmão vivia por ali e eu acompanhava ele porque a casa do Valter era onde a turma do meu irmão se reunia pra ir pro Calombo, roubar caju no São José do major Lula, avô de meu primo ZéMiranda, ou fazer coisa menos inocente com aquelas fêmeas bestiais (gobilas mesmo...) detrás daquelas moitas fechadas ... Pra não esticar muito a conversa, mostro aí pra vocês algumas fotos que eu tirei dessa rua, prum ensaio fotográfico que vai sair na próxima edição do Surubim News...
Esse trecho aqui hoje se chama rua Maranhão

À esquerda dá numa ruela sem saída

Indo em frente tem o pedaço que se chama...

Monsenhor Fernando Lopes

Esse beco aí da na praça Boma Primo

Aqui é o começo onde a rua se chama Emiliano Andrade


No jornal publico mais fotos e texto sobre essa rua que é a cara de minha infância distante, mais de cinquenta anos atrás...

4 comentários:

  1. Lembranças do Tempo de Matusalém, rsrsrsrsrsrsrsrsrs

    ResponderExcluir
  2. ZAN, a Rua do Sol e a Rua da Lagoa, como os próprios nomes esclarecem, são duas; suponho apenas é tua dúvida onde uma acaba pra começar a outra. A do Sol (atual Padre Fábio) deve acabar e, claro, a da Lagoa (nome atual desconheço) inicia é mais ou menos ali por trás da residência do Otacílio Eulálio, onde também ele tinha um pequeno sítio. Na Rua da Lagoa morava a dona Messias (recorda?), lavadeira da dona Adelaide e, por conseguinte, da dona Dalgisa. Cansei de, montado na minha bicicleta, ir levar e/ou pegar roupa lavada/engomada da melhor qualidade. Ela só via por um olho, mas isso não era problema. Quanto ao seu marido, não mais recordo o nome (faz tanto tempo, que me parece sonhar). Pela Rua da Lagoa, a gente descia em direção ao São José, tendo que dobrar no seu final para chegar à Cel. Antonio Maria (que seguia pela ponte do Surubim), porque a viela ("nunca pronunciem 'vi ela', por soar 'viela', e isto é pequena rua", mestre Chagas Campos) acabava na lagoa da fazenda São Joaquim, do Aderson Sampaio. Te lembra daquela "brincadeira" que consistia em atravessar as ruas transversais à Cel. Antonio Maria, no rumo do rio, em 3 largas passadas? Caneludo, como eu era, fazê-lo não me dava muito trabalho. Menino daquela época era tão besta!

    ResponderExcluir
  3. Na verdade, ZéMiranda, aquelas ruas ali terminam sendo uma só porque elas fazem umas curvas meio quebradas e continuam lá na frente, mas pra mim naquele meu tempo de menino, aquilo era uma coisa só que eu chamava de rua do Sol ou da Lagoa...A dona Messias, meu amigo, eu tinha esquecido da Da. Messias, cara, o marido dela parece que se chamava Messias, não era mesmo? Um cara alto e magro, morenão de bigode montado numa bicicleta...Que coisa lembrar dessa gente, cara...eu realmente tou com a sensação de que me mudar aqui pro centro tá me fazendo reencontrar a cidade de minha infância, cara...incrível, pode crer...cara, a gente era inocente demais, atravessando as ruelinhas que cortavam a Cel. Antonio Maria danto saltos como se fossem passos...

    ResponderExcluir
  4. Pinuca, me avivou a massa encefálica! Certo: o marido dela se chamava Messias. Disso decorria o nome (na realidade, um apelido) da esposa. Lembro que eu comentei, certa vez, com a Tia Dalgisa como uma mulher podia ter nome de homem. Ela, se não me falta, mais uma vez, a memória, me respondeu isso aí mesmo: o marido era Messias, então... Exatamente, alto, magro, moreno... Três saltos: o que dava mais era eliminado da "competição" - pode!? Ousa contar essa historinha à garotada de hoje, que vai levar uma gaitada na cara.

    ResponderExcluir